zearima
   PUTA QUE PARIU!

Antonio Milena
O juiz da Fifa Edilson Pereira de Carvalho: 15 000 reais por jogo "vendido"

 

É essa a expressão que a gente deve soltar quando vê coisas sujas neste Brasilzinho. Pois não é que agora sujaram, e espero que limpem o nosso futebol. O mais democrático, popular e apaixonante esporte, que gera divisas enormes, ficou empobrecido com esta safadeza desta "máfia do apito". Se não bastasse a política, agora querem sujar um verdadeiro patrimônio nacioanal. Agora cabe a pergunta: qual será a proxima onda de corrupção desta terra abençoada por Deus e bonita por natureza.



Escrito por Arimateia às 14h39
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   O BICHO

O BICHO

Vi ontem um bicho

Na imundície do pátio

Catando comida entre os detritos.

 

Quando achava alguma coisa,

Não examinava nem cheirava:

Engolia com voracidade.

 

O bicho não era um cão,

Não era um gato,

Não era um rato.

 

O bicho, meu Deus, era um homem.

                 Manuel Bandeira, dezembro de 1947.

 

Agora pergunto:

- De lá pra cá houve um profunda mudança?

 

 



Escrito por Arimateia às 17h17
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   QUE BAGUNÇA!

Neste país não há mais um senso lógico de governabilidade, da boa governabilidade. Todo dia , toda hora, somo bombardeados pelos jornais e afins com notícias de uma corrupção desenfreada nas mais distintas esferas do Governo. Será que este BIN LADENs da política não vão mais parar com tamanha aberração bem na nossa cara? Tá na hora de dizer: ACORDA ELEITOR que o Brasil tá acordado, porém a sujeira tá bem ativa.



Escrito por Arimateia às 10h08
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   Dois grandes poetas em uma só poesia.

Oi galera! Apareci depois de um sumiço forçado. Estou lendo poesias do Grande Manuel Bandeira através de seus livro "Estrela da Vida Inteira", onde escolhi  a poesia abaixo:

Carlos Drumond de Andrade

Louvo o Padre, louvo o Filho

O Espírito Santo louvo.

Isto feito, louvo aquele

Que ora chega aos sessent'anos

E no meio de seus pares

Prima pela qualidade:

O poeta lúcido e límpido

Que é Carlos Drumond de Andrade.

 

Prima em Alguma poesia,

Prima no Brejo das Almas.

Prima na Rosa do Povo

No Sentimento do Mundo.

(Lírico ou participante,

Sempre é poeta de verdade

Esse homem lépido e limpo

Que é Carlos Drumond de Andrade

 

Como é fazendeiro no ar,

O obscuro enigma dos astros

Intui, capta em claro enigma.

Claro, alto e raro. De resto

Ponteia em viola de bolso

Inteiramente à vontade

O poeta diverso e múltiplo

Que é Carlos Drumond de Andrade.

 

Louvo o Padre, o Filho, o Espírito

Santo, e após outra Trindade

Louvo: o homem, o poeta, o amigo

Que é Carlos Drumond de Andrade.

                        Manuel Bandeira

 

Só posso dizer: Genial!

 

 

 



Escrito por Arimateia às 19h22
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   AGOSTO DÁ GOSTO

Enquanto rolam as maracutáias lá na "corte" (como tem bobo), vou tecer comentário sobre um ponto que me deixa intrigado. Porque o mês de agosto é visto por alguns supersticiosos (confesso que sou um pouco) como um mês azarado, de acontecimentos terríveis. Sei que foi neste mês que aconteceu uma das maiores tragèdias da humanidade e também algumas personalidades se foram, porém não vejo este mês como sinônimo de mau-agouro. Nasci neste mês e graças ao meu bom Deus sou feliz e vivo e em paz. O fato de alguns tomarem agosto como mal azarado não quer dizer que seja praxe.

Desculpem os místicos e supersticiosos, mas agosto é um mês como outro qualquer. Se alguma tragédia acontece ou irá acontecer neste mês é mera coincidência do destino, pois ele a Deus pertence. 



Escrito por Arimateia às 11h18
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   PERGUNTA SEM RESPOSTA

Às vezes fico questionando comigo mesmo: por que o homem, com tanta sabedoria, com seu poder de transformação e inteligência comete ações que soam como impensadas, brutais, que nem o pior dos animais tem instinto para tal. Falo do triste episódio que está prestes a completar 60 anos e que chocou a humanidade - a explosão da bomba atômica em Hirochima e Nagazaki - evento lúgubre que deixou o próprio homem atônito e a se perguntar que teria feito. Por que tamanha estupidez contra vidas inocentes, que sofreram os horrores deste cre´púsculo horrendo? E pensar que aínda hoje ainda são ceifadas vidas inocentes por ideais absurdos de convicção religiosa. O exemplo da bomba atômica mostra claramente que o homem pode, o homem consegue criar, mas também mostra o efeito da má empregabilidade deste saber, que o genial poeta Vinicius transformou em versos pra adquirir musicalidade e retratar um ato nefasto.

 

Bomba Atômica

POR RICHARD RHODES, DO BOOK REVIEW

Nagasaki, em 9 de agosto de 1945
A história da descoberta de como liberar a energia nuclear, e sua aplicação para fazer bombas capazes de destruir, irradiar e queimar cidades inteiras, é a grande epopéia trágica do século XX. Para construir as primeiras armas, os Estados Unidos investiram mais de US$ 2 bilhões e construíram um complexo industrial, espalhado do Tennessee ao Novo México e ao Estado de Washington, que em 1945 era tão grande quanto a indústria de automóveis americana.

Sessenta anos depois, o Projeto Manhattan esmaece em mito. Os reatores para produção em massa e equipamentos para a extração de plutônio em Hanford, Washington; as instalações para separação de urânio de quase um quilômetro de extensão em Oak Ridge, no Tennessee; os 200 mil trabalhadores que construíram e operaram o vasto maquinário enquanto se esforçavam para manter seu propósito em segredo, tudo desaparece de vista deixando para trás um núcleo vazio de lenda: um laboratório secreto em uma típica colina do Novo México, onde as bombas de verdade eram projetadas e construídas; o carismático diretor do laboratório, J. Robert Oppenheimer, que conquistou reputação internacional até que seus inimigos o derrubaram; um solitário B-29, incongruentemente batizado em homenagem à mãe do piloto, Enola Gay; uma cidade arruinada, Hiroshima, e a pobre Nagasaki, quase esquecida.



Escrito por Arimateia às 17h55
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   POBRE MENINO RICO

Eta Brasilzinho danado; com tanta miséria e desigualdade social tá sobrando dinheiro. Isso mesmo tá sobrando muito dinheiro nesta Terra abençoada por Deus, só que nos aeroportos. Aí cabe a pergunta: Como pode?

 


Foto extraída do site do José Simão.



Escrito por Arimateia às 19h25
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   FESTA JUNINA OU SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Vejam só amigos, como o Brasil é multifacetado em suas conjunturas. Estamos vivendo o período junino, com toda a sua riqueza cultural, suas cores seus sabores, sua música envolvente. Aqui no Nordeste então, é um período "sagrado", pois há toda uma efervescência pelas festas que contagiam desde as mais simples cidades ou metrópoles que são verdadeiros "templos" do forró ( ou arraiá) na linguagem simplória do sertanejo.

Por outro lado, lá naquele pedaço de Brasil, longe daqui, num planeta chamado Planalto Central, há uma outra festa (e que festa, heim!), um misto de samba de crioulo doido com estes heavy-metal bem hardy-core (nada contra ao gênero) que nós, simples falantes da língua portuguesa, não entendemos patavina nenhuma. O que se ouve na mídia é CPI para cá, mensalão pra lá, Jefferson x Dirceu, uma zorra que só enoja a gente.

Por isso, prefiro o nosso forrozinho pé-de-serra tão em voga nessa época, simples, e o que é melhor, limpo. Bons festejos a todo que vão participar dos arraiás por ai afora



Escrito por Arimateia às 11h14
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 Capa de Morte e vida severina

Amigos blogueiros (e não blogueiros também), hoje vou tecer comentários a um assunto que às vezes acontece um esquecimento ou até um "faz de conta que não está acontecendo nada". Pergunto; Por que o nordestino, valente, corajoso, freqüentemente é alvo de discriminação social e preconceito.

Estou desenvolvendo um trabalho acadêmico juntamente com uma colega (nordestina), a Josilene, relacionado a obra de João Cabral de Melo Neto - "MORTE E VIDA SEVERINA - e passo a analisar "in loco" a mensagem metafórica contida nos versos da citada obra, e esta escrita em uma época bem anterior ao nosso cibertempo em que vivemos. O nordestino vive com audácia, com coragem,e o que lhe resta é o produto nefasto da discriminação social, latente nos outros povos de nossa "Terra Brazilis". Não somos um povo inferior, temos nosso valor, embora o próprio espaço que habitamos seja menos favorável em relação às outras regiões. Contudo somo Brasil também, e por este País ter um nordestino em seu comando, precisamos de que pelo menos ele tente vislumbrar "um oásis em nosso deserto' e não se deixar levar pela vaidade e pelo conchave proposto por este "mar de lama" em que se afunda nossa conjuntura política atual.

 



Escrito por Arimateia às 10h12
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   Reflexões

  • "A maior recompensa para o trabalho do homem não é o que se ganha, mas o que ele nos torna"
    John Ruskin

    Ao ler a frase acima fiquei pensando comigo mesmo: como existe gente nesse mundo de meu Deus que só se vê pelo lado materialista, seu e do outro. Analiso pessoalmente e chego a conclusão que o verdadeiro fruto, a maior remuneração do trabalho está na dignidade do homem, na sua convivência harmoniosa numa conjuntura multifacetada pelas diversas concepções de vida em sociedade.

    Se aluguns não tem trabalho, não podem ser assim desciminados como meros vadios. É preciso saber a origem do problema, pois a estrutura socio-política de nosso País, colabora e muito para tais fatores.

    Claro que o lado materialista tem seu peso acentuado na sociedade, porém o verdadeiro benefício do trabalho não reside nele e sim na convivência digna e harmoniosa do homem em sociedade. Aí sim, através do trabalho, podemos citar o velho Osmar Santos - locutor esportivo da Rádio Globo/SP, afastado pelo trágico acidente que sofreu-: "posso andar de peito aberto e o coração cheio de amor pra dar.

  • Até mais.


  • Escrito por Arimateia às 08h00
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       Para ouvir

     Amigos, falo hoje de um tema pelo qual sou um aficcionado: Música.

    Como a Literatura ( esta em grau mais acentuado), a música exerce um fascínio em minha pessoa desde os tempos de infância. Gosto de todos os gêneros musicais, sou um eclético quanto ao gosto musical. Só lamento por não ter desenvolvido a técnica de execução, embora saiba alguma teoria de violão. Sou de uma família de músicos, especialmente pelo lado materno, já que meu avô e meus tios eram músicos natos; aquele tocava clarinete, estes exímios violonistas. Não sei porque não obtive êxito na empreita, mas fica aqui o gosto musical e apreciador de um bom violão, pois este instrumento faz parte de meu aparato genético. Eis abaixo um breve histórico da arte do violão:

     

    Projeto recupera história controversa do violão

    O violão é tão popular no Brasil quanto desconhecida é sua história. Violões do Brasil, organizado Myriam Taubkin, contribui para preencher a lacuna.

    FOTOS:  DIVULGAÇÃO
    A violonista Maria Rosa Canelas, que ficou conhecida como Rosinha Valença



    Maria Luiza Kfouri, uma das autoras, enumera as diversas referências contraditórias sobre a introdução do instrumento no Brasil. Mario de Andrade, em seu Dicionário musical brasileiro, afirma: "O violão, de origem mozárabe, veio da Espanha por intermédio dos portugueses". Para Francisco Araújo, violonista e professor de história da música brasileira, os portugueses trouxeram a viola, hoje chamada de viola caipira (parecida com o violão, mas com cordas duplas e afinação diferente). Segundo Araújo, o violão, que corresponde à guitarra espanhola, foi trazido pelos ciganos, expulsos de Portugal pela Inquisição, no século XVI.

    O músico e compositor Baden Powell
    Com a contribuição do violonista Turíbio Santos e do jornalista Luís Nassif, Violões do Brasil reúne mais de vinte depoimentos e traça um perfil dos grandes mestres do instrumento no país. Para quem é do ramo, há ainda uma relação com 400 violonistas em atividade e mais de 70 luthiers, com informações para contato.



    Escrito por Arimateia às 11h21
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       Brasil, mostra a tua cara

    Veja que temas são apresentados na Imprensa nacional:

     

     
    Roosewelt Pinheiro/ABR  
    Desafinados: Severino, Lula e Aldo tentam se entender, mas a confusão continua, com uma crise atrás da outra  

    De pernas para o ar
    Lula vai para o Japão...
    Apertem os cintos
    Base aliada bate cabeça. CPI cai no
    colo da oposição com o apoio do PT.
    Marcha do MST termina em pancadaria.
    E o Copom aumentou os juros de novo

    Ou então esta:

    Edição 1906 . 25 de maio de 2005

     

    Estas reportagens fazem parte de duas das maiores revistas de informações do Brasil: Isto È e Veja.

    Agora eu pergunto: Aonde iremos parar com essas aberrações que nos deprime e nos faz cada ves mais descrentes com a classe política?

    Esta pergunta nos soa às vezes repetitiva e enfadonha, mas é essa realidade que permeia o cenário nacional. Tudo isto vira uma tremenda incógnita que não sabemos decifrar, e até sabemos, mas confiar em quem? Eis a questão.

     

     



    Escrito por Arimateia às 13h02
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    1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quereria ser?

    O homem que calculava - Malba Tahan.

    2. Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?

    Não,  prefiro a realidade

    3. Qual foi o último livro que compraste?

    Contos Escolhido - Artur Azevedo

    4. Que livros estás a ler?

    No  momento nenhum livro, mas na primeira oportunidade vou ler Sagarana.

    5. Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?

    O Homem que Calculava, Dom Quixote, Crime e Castigo -  Dostoyevski, Viagens de Gulliver e Memórias Póstumas de Brás Cubas.

    6. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê?

    Para o J. Ventura, pois é o único do meu rol de contatos que posso´passar.

     

     

    E ai vai um  comentário, depois de um certo recesso neste blog:

     

    Ao ler algumas poesias do grande poeta Carlos Drumond de Andrade, me pus a refletir como um homem inteligente passa a ver o mundo, não no sentido literal da palavra, mas do ponto de vista da imaginação latente aos grandes intelectuais.

    Drumond simplesmente transforma em versos imagens que lhe são apresentadas como um enorme panorama real, vivo, presente no mundo. Suas metáforas são de um virtuosismo extremo, traduzindo em sua poesia todo o um aparato inspirador da produção artística; sim, ele era e é um grande artista, não um mero "fazedor de poesias", embora o "fazedor de poesias" tem seu grande talento e isso ninguém, nem eu nem você que está lendo, pode negar.

    Poesia é arte de sentimentos e emoções. Drumond é o próprio sentimento e emoção.

     

     

    MÃOS DADAS

    Não serei o poeta de um mundo caduco.

    Também não cantarei o mundo futuro.

    Estou preso à vida e olho meus companheiros.

    Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

    Entre eles, considero a enorme realidade.

    O presente é tão grande, não nos afastemos.

    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

    Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

    não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

    não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

    não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

    O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

    a vida presente.

    DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Obra Completa. 2a Ed. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1967. p. 111

     



    Escrito por Arimateia às 13h15
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    E ai. galera. Depois de um pequeno recesso (se é que foi) estou de volta para relatar minhas bobagens, bobagens que me inspiram a entrar de corpo e alma no mundo das letras. Pois bem, quero falar hoje de um livro que há muito tempo eu estava louco pra ler e só agora arranjei um tempinho para tal. Falo de Preconceito lingüístico - o que é, como se faz - do grande lingüista Marco Bagno. Trata-se de um trabalho apurado do autor sobre os mitos que cercam os falantes de nossa língua materna, principalmente aqueles que razões múltiplas não têm acesso a chamada língua culta tão defendida e imposta pela famigerada Gramática Normativa. Bagno ressalta uma verdadeira discriminação por parte de alguns "gênios' da Gramática, ao se reportarem para quem pratica estes desviod existentes em nossa língua. Ora, o Brasil é imenso e seu povo uma verdadeira miscigenação de raças, portanto as variantes existentes no nosso idioma são susceptíveis de acontecer. Claro que não somos uma torre de Babel que ninguém se entende, mas as variantes de nossa língua materna não podem ser fatores de discriminação de qualquer ordem. O que estes senhores e senhoras que sabem tudo devem compreender , é que o falante nativo( seja ele caipira, preto, pobre, nordestino, enfim,) usa a sua forma de expressão natural como meio mais usual de sua comunicação. Bagno  mostra no seu livro os mitos que cercam esta nossa tradição de falar como falantes nativos de nosso meio e vai mais além, mostra a explicação científica para o que os "sábios" da Gramática chamam de erro de Português.




    12a. EDIÇÃO
     

    Preconceito lingüístico:
    o que é, como se faz

    São Paulo, Loyola, 1999 (em 12a edição)

    O livro denuncia a existência de uma série de mitos infundados que entram na composição do arraigado preconceito lingüístico que vigora na sociedade brasileira. Desmascarando um por um desses mitos, o autor mostra de que maneira a mídia e a multimídia, na contramão dos estudos científicos atuais sobre a linguagem, estão colaborando para perpetuar e aprofundar esse preconceito. A obra tem sido amplamente adotada em cursos de Letras, Educação e Comunicação de diversas universidades Brasil afora



    Escrito por Arimateia às 13h48
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    Domingo estava conversando com minha noiva, que possui Graduação em Letras, e comentamos sobre o problema de seus alunos não gostarem, ou pelo menos não estarem habituados à leitura. Salientei pra ela que o que me fez gostar muito deste prazeiroso hábito foi o fato de que, quando criança, era aficcionado por revistas em quadrinhos. Tal passatempo me fez tomar gosto pelos livros posteriormente, inicialmente aqueles bem ilustrados e depois alguns clássicos da Literatura. Pedi a ela que tentasse adotar como técnica para seus alunos tal prática, incentivando-os a lerem esta revistas e, quem sabe, possam elas desenvolverem o gosto pela leitura como no meu caso. 

    Ai vai um pequeno relato do tema : Revista em quadrinhos

     

    Quadrinhos
    por Álvaro de Moya

    recupera a navegação

    O Brasil, tal como a Suíça, com Töpffer, e a Alemanha, com Busch, tem um pioneiro na história dos seus quadrinhos: o italiano radicado no País, Angelo Agostini, que publicava histórias ilustradas desde 1867. Em 1905, ele desenhou o letreiro da revista infantil O Tico Tico, primeira publicação de sucesso no gênero. A maior parte dos desenhos da revista era inspirada em material estrangeiro. Mesmo assim, revelou grandes artistas nacionais, como J.Carlos.

    Na década de 60, O Tico Tico foi superada pelos comics importados dos Estados Unidos, em especial os dos super-heróis, que eram publicados no Brasil desde 1934. Os primeiros personagens em tiras surgiram com o Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen, que lançou suplementos dominicais coloridos em formato tablóide. Em 1945, Aizen deixou o Suplemento Juvenil e fundou a Editora Brasil-América (Ebal).

    Nos anos 30, o jornalista Roberto Marinho, hoje presidente das Organizações Globo, lançou O Globo Juvenil, conseguindo transferir os heróis do King Features Syndicate, dos Estados Unidos, para sua editora. Entre suas publicações, a maior repercussão veio no final daquela década com o comic book Gibi, título que passou a ser sinônimo de revista em quadrinhos.

    Em São Paulo, o jornal A Gazeta lançou A Gazetinha, também um grande sucesso na área, com três fases distintas até os anos 60. Com O Pato Donald, de Disney, Victor Civita inaugurou, em 1950, o seu império: a Editora Abril, por meio da qual lançou mais tarde as revistas Mickey e Zé Carioca, esta inteiramente produzida por artistas brasileiros.

    Jayme Cortez, ilustrador português emigrado para o Brasil, tornou-se mestre de gerações de artistas locais. Em 18 de junho de 1951 realizou a pioneira Primeira Exposição Internacional de Quadrinhos. Nesse período, o bairro paulista da Mooca começava a revelar pequenas editoras nascidas de gráficas, iniciadas pela Editora La Selva, com a revista O Terror Negro - gênero horror, produção banida nos Estados Unidos em decorrência de campanha contra esse tipo de revista, mas que fez com que as editoras brasileiras estimulassem artistas locais, com a demanda do público pelo gênero.

    Miguel Penteado, um dos realizadores da exposição, criou a editora Outubro (depois Editora Continental), que publicava somente trabalhos de artistas nacionais. Aí surgiu Bidu, a primeira revista de Maurício de Sousa. Hoje o maior sucesso de vendas no Brasil, Maurício começou como cartunista em 1959, no jornal Folha de S. Paulo, onde fazia e publicava suas tiras e as distribuía pelo interior do País, usando o sistema syndicate dos americanos.

    Diversos jornais passaram a trazer páginas com tiras estrangeiras e, ocasionalmente, tiras nacionais. Era o caso de O Globo, do Rio de Janeiro, e do Diário da Noite, de São Paulo, um dos órgãos do império de comunicação montado por Assis Chateaubriand. Líder de uma rede de rádio, dono dos Diários Associados e pioneiro na televisão no Brasil (inaugurou a TV Tupi, em 1950, em São Paulo) Chateaubriand lançou a revista O Guri. Sua editora prestigiou Ziraldo, com a revista mensal Pererê, na década de 60.

     



    Escrito por Arimateia às 19h42
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